A mineração chilena e o uso da água

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28/07/2014

O Chile um país com um PIB de US$268 bilhões tem como a mineração a sua principal fonte de renda. O principal produto mineral do país é o cobre cuja produção corresponde a 60% de toda a produção mineral do país.
Graças ao seu clima seco e a sua geografia ímpar o Chile tem um sério problema: a falta de água doce. São poucos e pequenos os rios que descem a cordilheira com tamanho suficiente para abastecer a população, a agricultura e as indústrias.
Como bem sabemos, a mineração não vive sem a água. Em uma mina, o volume de água necessário para operar, principalmente, as plantas metalúrgicas é enorme. Consequentemente, para lavrar os minérios chilenos são necessários bilhões de litros de água doce que, a cada dia que passa, se torna mais escarça. O uso de grandes volumes de água doce faz o Chile refém da economicidade dos projetos e dos grupos preservacionistas que querem paralisar as operações.
Poucos dias atrás, o VP da Comissão Chilena do Cobre informou que o consumo de água doce na mineração de cobre, em 2021, será algo em torno de 27.700 litros por segundo, mais do que o consumo da cidade de S. Paulo, com suas dezenas de milhões de habitantes, uma das maiores cidades do mundo…
Ou seja, o consumo chileno de água na mineração do cobre, em 2021, será simplesmente imenso.
Como a água doce está praticamente em extinção no país andino os chilenos deverão investir, principalmente, em plantas de dessalinização da água do mar. Essa estratégia implica em elevados investimentos e custos operacionais. Serão altos os custos de bombeamento dessa água, do mar até as minas situadas, geralmente, no alto das montanhas. Entre custos e investimentos o projeto de dessalinização irá reduzir consideravelmente a competitividade e a lucratividade do cobre chileno.
Espera-se que em 2021, pelo menos 9.700 litros por segundo da água usada na mineração do cobre, sejam provenientes dos projetos de dessalinização da água do mar.
Uma tarefa extremamente difícil de ser atingida.
Em paralelo serão feitas várias modificações nos processos mineiro-metalúrgicos que visam reduzir o consumo de água: nada tão radical como a dessalinização. É na metalurgia que 87% da água utilizada é consumida, consequentemente a recuperação desta água pode mudar completamente essa situação dramática que a mineração chilena enfrenta.
Os próximos anos verão grandes mudanças na mineração chilena que se ressente da falta de água e de energia, os dois principais pontos fracos nesta equação.

Fonte: Notícias Mineração, com informações de Geologo