Açúcar: produção da safra 2014/15 está 60% fixada, estima Arche

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Ján Messaros, SXC Ján Messaros, SXC

09/06/2014

A fixação antecipada de preços do açúcar para a safra 2014/15, iniciada em abril, estava em cerca de 60% até o dia 31 de maio, de acordo com estimativa da Archer Consulting. O porcentual equivale a 16,2 milhões de toneladas do total estimado de exportação. Ainda segundo a consultoria, o preço médio fixado foi de 17,52 centavos de dólar por libra-peso FOB Santos, sem prêmio de polarização, igual a R$ 40,35 por libra-peso.

No mesmo período das safras 2012/13 e 2013/14, o porcentual de fixação atingia 70% e 67%, respectivamente. ´Duas coisas podem estar motivando esse ´atraso´: menor janela para fixação em função de restrições creditícias, ou seja, as tradings só deixam fixar mais próximo do embarque para não correrem risco de eventual inadimplência, e - com maior magnitude - o fato de as usinas estarem esperando o mercado contabilizar a percepção que se tem de menor moagem de cana e menor disponibilidade de açúcar´, disse o diretor da Archer, Arnaldo Luiz Corrêa, em comunicado (Agência Estado, 9/6/14)

Etanol cai em 16 Estados e no DF e sobe em 9, diz ANP bomba Etanol
Os preços do etanol hidratado nos postos brasileiros caíram em 16 Estados e no Distrito Federal, subiram em outros nove e ficaram estáveis em Pernambuco na semana encerrada no sábado, 7. Na semana anterior, o hidratado havia caído em 17 Estados e no Distrito Federal, subido em quatro e permanecido estável em cinco.

Os dados são da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e mostram que no período de um mês os preços do etanol subiram em 14 Estados e no Distrito Federal, caíram em 10 e também permaneceram estáveis em Pernambuco.

Não há dados sobre o Acre, pois o período engloba uma semana em que não foi possível apurar os preços no Estado por causa das fortes chuvas.

Em São Paulo, principal Estado consumidor, a cotação caiu 0,83% na última semana, para R$ 1,920 o litro. No período de um mês, acumula queda de 4,90%, a maior entre todos os Estados.

Na semana, o maior recuo das cotações foi registrado no Mato Grosso do Sul (-1,62%), enquanto a maior alta ocorreu no Rio Grande do Norte (0,87%). No mês, a maior alta foi observada no Amapá (2,14%).

No Brasil, o preço mínimo registrado para o etanol foi de R$ 1,599 o litro, no Estado de São Paulo, e o máximo foi de R$ 3,17/litro, no Amazonas. Na média, o menor preço foi de R$ 1,920 o litro, em São Paulo. O maior preço médio foi verificado no Acre, de R$ 2,947 o litro.

Competitividade
Na última semana o etanol voltou a ser competitivo no Estado de Goiás, além de São Paulo e do Paraná, onde já era vantajoso. Nos outros Estados e no Distrito Federal a gasolina continua mais competitiva.

Segundo o levantamento, o etanol equivale a 69,89% do preço da gasolina em Goiás. No Paraná, a relação está em 69,53% e em São Paulo, em 66,64%.

A gasolina está mais vantajosa principalmente no Amapá, onde o etanol custa o equivalente a 97,18% do preço da gasolina - a relação é favorável ao biocombustível quando está abaixo de 70%.

O preço médio da gasolina em São Paulo está em R$ 2,881 o litro. Na média da ANP, o preço do etanol no Estado ficou em R$ 1,920 o litro (Agência Estado, 9/6/14)
Ildo Sauer acusa Delcídio de gerar prejuízos de US$ 2,5 bilhões Combustíveis Ildo Sauer

O ex-diretor de Gás e Energia da Petrobras, professor Ildo Sauer, responsabilizou o pré-candidato a governador de Mato Grosso do Sul, senador Delcídio do Amaral (PT), por prejuízos bilionários à estatal. Sauer sucedeu Delcídio para consertar os “erros e prejuízos realizados” durante a gestão do petista. A informação é do jornal Correio do Estado.

Conforme a publicação, em visita a Campo Grande, Sauer relatou diversas irregularidades herdadas das mãos de Delcídio na estatal. Uma delas, segundo Sauer, foi o rombo de quase R$ 2,5 bilhões de dólares que a Petrobras teria tido com três contratos firmados pelo antecessor.

A reportagem de Tavane Ferraresi afirma que esse enorme desfalque só não ocorreu porque os erros contratuais realizados durante gerência do senador foram identificados e corrigidos a tempo. “Os três mais danosos contratos foram com a El Paso, Enro e a MPX do senhor Eike Batista. Neles, a Petrobras dava garantia de rentabilidade e receita de maneira que em 60 meses, mesmo com todo investimento, as usinas continuariam sendo deles”, disse.

Ou seja, nos acordos feitos pelo antigo diretor, mesmo com o pagamento exorbitante de quase R$ 2,5 bilhões de dólares, as empresas beneficiadas continuariam sendo de seus proprietários.

Fonte: Correio do Estado