Brasil Plural: alta limitada ao preço da celulose afeta ações

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09/03/2015

O setor de celulose continua em posição de destaque no mercado de ações do Brasil, mas um cenário de suporte de preços das commodities, com possibilidade “limitada” de novos aumentos no caso da celulose, faz com que as ações não sejam uma boa opção de compra no momento, segundo avaliação da Brasil Plural.

“Investidores têm sido bombardeados com riscos macro relacionados e o setor de celulose parece isolado da maioria deles. Então, qualquer incremento na margem é suficiente para justificar uma alta de preços das ações de empresas”, diz a corretora, em relatório.

Do ponto de vista da demanda, a corretora destaca dados do Conselho de Produtos de Papel e Celulose (PPPC, na sigla em inglês), que, em janeiro, mostrou maior crescimento, com alta de 7,3% na comparação anual, considerando o impacto positivo de China e negativo de Europa.

Na avaliação da corretora, o olhar sobre a demanda européia permanece “atento”, portanto, enquanto o continente continua lidando “com as ameaçadas relacionadas à Grécia”.

“A recente depreciação do real tem afugentado temporariamente o medo de um euro mais fraco como prejuízo às margens dos produtores brasileiros de celulose”, diz a avaliação.

A avaliação sobre a Klabin, atualmente em “overweight” - desempenho acima da média do mercado -, permanece positiva e é a preferência do setor. No caso da Fibria, porém, a corretora acredita que a alocação de capital “será a chave” para determinar o risco e a recompensa oferecida ao acionista.

“A companhia está mais perto do que nunca de avançar com sua expansão da fábrica de Três Lagoas”, diz o documento, que reforça a avaliação “underweight” - desempenho abaixo da média do mercado - para as ações da companhia.

Para a Suzano, o relatório diz que a empresa não enfrenta mais apenas a questão de entregar retornos econômicos, mas sim uma mudança nas estratégias de alocação de capital. Por isso, apesar de a avaliação para a empresa seguir em “overweight”, alterações não são descartadas.

“A empresa não tem [uma exposição de] hedge tão grande quanto a Fibria, mas poderá haver algum aumento dependendo do quão bem a companhia gerencia a influência de um real mais fraco nos preços domésticos de papel”, diz o texto.

Nesta tarde, a ação da Suzano (SUZB5) subia 1,74%, a R$ 11,69, enquanto o papel da Fibria (FIBR3) avança 1,72%, a R$ 36,62. As units da Klabin (KLBN11) sobem 0,19%, a R$ 15,37.

Fonte: Agência CMA