Clima deve contribuir com lavouras de cana em 2015

Você está aqui:
Jesuino Souza, SXC Jesuino Souza, SXC

19/01/2015

Ainda é cedo para traçar cenários para a próxima safra de cana-de-açúcar, a 2015/16, no centro-sul, porém é importante destacar, segundo o Valor Econômico, que o clima sinaliza que não deve atrapalhar o desenvolvimento dos canaviais no primeiro trimestre deste ano.
Fundamental para os canaviais, as chuvas nos meses de janeiro, fevereiro e março, não tendem a ser abundantes, mas estão longe de ser escassas como no verão passado. Em razão disso o mercado começa a traçar suas previsões com a premissa de um clima “normal” para a cultura.
São Paulo concentra 60% da moagem de cana do centro-sul do país, sofreu no primeiro trimestre com a estiagem e este ano ainda recebe pouca chuva, nos primeiros dias do ano. Até o dia 12 as precipitações em Ribeirão Preto, por exemplo, um importante polo canavieiro do Estado, acumulavam 50 milímetros. A incidência deve aumentar a partir do dia 20 deste mês, segundo a empresa Climatempo, de forma que a expectativa para o acumulado de janeiro é de um volume de 200 mm.
Apesar de estar abaixo da média histórica dos últimos 30 anos para o período, que é de 310 mm, o volume vem sendo bem distribuído no Estado. Em Araçatuba, outra importante região produtora de cana de São Paulo, choveu entre o dia primeiro e 12 de janeiro 41 mm, ainda distante da média histórica para o mês, de 227 mm.
Nos meses de fevereiro e março, são esperadas também precipitações abaixo da média, tanto em São Paulo, como nos outros estados produtores de cana do centro-sul. Apesar disso, o clima não será seco, destaca o meteorologista da Climatempo, Alexandre Nascimento. “A partir da terceira semana de janeiro, o sistema de alta pressão do Atlântico Sul, que está sobre o continente, se desloca para o oceano. A partir daí, as chuvas tendem a ser mais robustas no Centro-Sul”, afirma Nascimento.
Para Araçatuba, por exemplo, a previsão para o mês de fevereiro é de chuvas de 100 mm, ante a média histórica de 186 mm. Para Ribeirão Preto, devem ser de 120 mm, ante a ocorrência histórica de 210 mm. “Para a recuperação dos reservatórios, as chuvas tendem a ser insuficientes. Mas para a agricultura, a previsão de chuvas tende a satisfazer a demanda”, diz o meteorologista.
Dadas as condições atuais do clima, as previsões para a safra 2015/16 têm na moagem de 2014/15 (567 milhões de toneladas) uma espécie de piso (volume mínimo).
Em 2014/15, segundo o especialista da consultoria FG Agro, Willian Hernandes, houve uma expansão de área colhida de 4%. Para 2015/16, não haverá esse aumento.

Fonte: Jornal da Cana, com informações de MS Notícias