Como gerenciar os riscos agrícolas

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04/08/2014

A gestão do risco agrícola é a coisa mais importante da atividade. E com o aumento do uso de novas tecnologias e a elevação dos preços dos insumos, o preço de venda da commoditie é hoje a maior preocupação do agricultor. A afirmação é de Barry K Goodwin, professor do Departamento de Economia e Recursos Agrícolas da North Caroline State University, que participou nesta segunda-feira (04/08) do Congresso Internacional de Direito do Agronegócio, realizado em São Paulo.
De acordo com ele, é por este motivo que está havendo um novo movimento na política de risco dos Estados Unidos. "A grande mudança da Lei Agrícola de 2014 dos Estados Unidos foi fazer com que o seguro agrícola seja mais subsidiado, o que vai custar US$ 10 bilhões ao ano, ou até mais em anos de seca", diz o professor acrescentando que o Congresso norte americano decidiu que os novos programas de seguro, ao invés do pagamento direto aos produtores, serão de agora em diante o principal instrumento de apoio à agricultura.

Em 2013 cerca de 295 milhões de acres de lavouras estavam garantidos por seguros no país. "Este ano há novos programas, mas todos com foco no seguro de garantia. Hoje mais de 80% dos seguros está voltado para a proteção da receita e não da produção", diz.
Cenário Brasileiro
A atividade agrícola contempla riscos, como altas e baixas da cotações, mudança de política e desastres naturais, entre tantos outros. Na avaliação de Goodwin, no Brasil a agricultura está suscetível aos desastres naturais decorrentes de secas e enchentes. Ele observou um padrão climático dos últimos 200 anos em São Paulo em que é nítida a percepção de que as coisas estão mudando.

A maioria dos produtores brasileiros está preocupada com as mudanças climáticas e seus efeitos. "Para gerenciar este risco o que produtores brasileiros deveriam fazer é diversificar seus ganhos incluindo renda não agrícola, a exemplo do que tem feito o agricultor norte-americano, que vem conseguindo aumentar a renda com este tipo de diversificação", diz o professor.

Outras opções segundo ele, são a utilização do mercado futuro de opções e a adoção de tecnologias, que em alguns casos, podem reduzir o risco agrícola, como o milho geneticamente modificado que tem risco  25% menor que o convencional. "Está havendo uma mudança estutural na agricultura. Estamos caminhando cada vez mais para a proteção da receita", diz Goodwin.

Fonte: Globo Rural