Energia eólica é a única vencedora em um leilão do governo federal

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Nem 1% da energia brasileira é gerada pelo sol. Os ventos respondem por 1,7% da matriz energética e as hidrelétricas, por 64%. (Imagem: Petr Kovar, SXC) Nem 1% da energia brasileira é gerada pelo sol. Os ventos respondem por 1,7% da matriz energética e as hidrelétricas, por 64%. (Imagem: Petr Kovar, SXC)

18/11/2013

O Governo Federal promoveu, na segunda-feira (18), um leilão de energia renovável. Pela primeira vez, a energia solar foi negociada e a energia eólica foi a única vencedora. 39 empreendimentos nos estados da Bahia, Ceará, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Sul deverão entregar a energia contratada a partir de 1º de janeiro de 2016. Por pouco mais de R$ 7 bilhões, distribuidoras de energia compraram 867 MW, o suficiente para abastecer uma cidade de 1 milhão de habitantes.

A grande novidade do leilão, a energia solar, captada pelos chamados painéis fotovoltaicos, não levou nenhum contrato. O resultado do leilão da energia solar não surpreendeu os especialistas que trabalham com pesquisas no setor. Eles dizem que, por enquanto, a energia produzida pelo sol ainda é cara e pouco competitiva comparada a outras fontes. O principal motivo: o preço da placa de captação. “A fotovoltaica nesse leilão era só para dizer ‘estamos aqui, esperando a vez chegar’. Mas a vez não chegou e não faria sentido para o país pagar três a quatro vezes mais pela geração apenas para incentivar”, afirma Ildo Sauer, professor do Instituto de Eletrônica e Energia da USP.

Nem 1% da energia brasileira é gerada pelo sol. Os ventos respondem por 1,7% da matriz energética e as hidrelétricas, por 64%. O governo já pensa em adotar medidas para aumentar a participação da energia solar. “Fazer um leilão específico para [energia] solar, para ela começar a entrar na matriz. Isso ainda está em debate, mas o certo é que, de uma forma ou de outra, a energia solar será uma realidade no futuro da nossa matriz energética”, argumenta Maurício Tolmasquim, presidente da Empresa de Pesquisa Energética.

Fonte: G1, por Walace Lara