EUA querem cortar 25% o consumo de diesel

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22/08/2016

Os Estados Unidos concluíram seu novo programa de emissões para veículos comerciais diesel baseado em novas metas de eficiência energética, cujo principal objetivo é reduzir em 25% consumo de combustível e as emissões de gases de efeito estufa até 2027. O novo programa deve estimular a inovação e a produção de novos veículos e motores, com a expectativa de melhorar gradativamente sua eficiência a partir de 2021, quando entra em vigor. As novas regras foram editadas em conjunto pela Agência Norte Americana de Proteção Ambiental (EPA, na sigla em inglês) e pela Administração Nacional de Segurança de Tráfego Rodoviário (NHTSA) e divulgadas esta semana.

Resultado de um trabalho de quatro anos, o novo programa de emissões foi desenhado a partir de testes e pesquisas com extensão para a indústria, organizações ambientais, sindicatos e outras partes interessadas. Seus padrões de desempenho foram determinados para cobrir todas as faixas de veículos comerciais, incluindo vans, picapes, caminhões e ônibus. O conjunto faz parte do Plano de Ação Climática proposto pelo governo Obama no início de 2014, visando novas legislações a serem executadas na próxima década.

Tais padrões poderão ser alcançados por uma série de mudanças tecnológicas e de design, tais como melhorias do motor e da aerodinâmica dos veículos. O novo programa prevê que ao fim de 2027 os novos modelos deixem de emitir 1,1 bilhão de toneladas métricas de CO2, 10% a mais do que o proposto anteriormente, gerar uma economia de US$ 170 bilhões em custos com combustíveis e reduzir o consumo de petróleo em até 2 bilhões de barris durante toda a vida útil dos veículos vendidos no âmbito do programa. Segundo as entidades, o projeto deverá fornecer benefícios à sociedade norte-americana calculados em US$ 230 bilhões, incluindo melhoria do clima e redução de gastos com saúde pública.

Além disso, as entidades consideraram que seus padrões finais de emissões e eficiência são considerados rentáveis tanto para consumidores quanto para as empresas, oferecendo períodos de retorno favoráveis para os proprietários de caminhões. O comprador de um novo caminhão pesado ou extrapesado em 2027 iria recuperar o investimento na nova tecnologia de baixo consumo em menos de dois anos, por meio da própria economia de combustível.

"As ações que tomamos hoje sobre mudança climática irão ajudar a diminuir os impactos sobre as gerações futuras", disse a administradora da EPA Gina McCarthy. "Esta próxima fase de normas para veículos médios e pesados irá reduzir significativamente as emissões de gases do efeito estufa ao mesmo tempo em que conduz à inovação e irá assegurar que os Estados Unidos continuem a liderar o mundo do desenvolvimento de tecnologias energeticamente eficientes na próxima década e além", completou.

"O anúncio ambicioso, mas exequível de hoje é uma grande vitória para o povo americano, nos dando um ar mais limpo, mais dinheiro economizado na bomba e benefícios reais para os consumidores em toda a cadeia de abastecimento", disse o secretário de Transportes, Anthony Foxx. "A ação de hoje preserva a flexibilidade para que os fabricantes possam atingir estes objetivos por meio de uma série de inovações e vias tecnológicas".

Veículos comerciais em geral representam apenas 5% do tráfego do país, mas são responsáveis por 20% das emissões de CO2 e do uso de combustível no setor de transporte nos Estados Unidos, de acordo com a EPA. Globalmente, as emissões de gases de efeito estufa provenientes de veículos pesados estão crescendo de forma acelerada e a expectativa é de que eles superem as emissões dos veículos leves de passageiros em 2030.

Reboques
As agências também estão finalizando as novas normas de eficiência energética e de emissão de gases para reboques, que devem entrar em vigor antes do novo programa de emissões. Os novos padrões para reboques da EPA, que exclui certas categorias, tais como casas móveis (trailer) entrará em vigor em 2018 para determinados modelos, enquanto os padrões da NHTSA terão efeito a partir de 2021, com créditos disponíveis em caso de participação voluntária antes disso.

Entre as tecnologias para maior eficiência de reboques, destacam-se dispositivos aerodinâmicos, confecção em materiais mais leves e pneus autoinfláveis, que segundo as agências podem reduzir significativamente o consumo total de combustíveis, incluindo em carretas, enquanto o custo destas mudanças pode ser compensado em menos de dois anos devido ao combustível economizado no período.

Por outro lado, a EPA reconhece que muitos fabricantes de reboques são pequenas empresas, por isso o programa inclui disposições que reduzem carga ou atraso de um ano para os padrões iniciais e requisitos de certificação simplificados.

Em comparação ao conjunto de normas proposto anteriormente, o novo programa deve alcançar 10% mais reduções de consumo de combustível e emissões, provisões de conformidade mais robustas, incluindo melhores procedimentos de testes, auditorias de controle reforçadas e proteção contra dispositivos manipuladores, normas para motores a diesel mais rigorosas, entre outras.

A NHTSA e EPA informam que as novas regras são baseadas naquelas que já estão em vigor desde 2014 e que vão até 2018. Segundo as agências, elas vão resultar em reduções de emissões de CO2 de 270 milhões de toneladas métricas e poupar os proprietários de veículos em mais de US$ 50 bilhões em custos de combustível. A regra também se baseia em normas que o governo pôs em prática para veículos leves, projetadas para reduzir a poluição e economizar com custo de combustível.

Fonte: Udop, com informações da Redação Automotive Business