Fibria investirá R$ 7,7 bilhões para ampliar fábrica de celulose no MS

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18/05/2015

Depois de meses de especulações, a Fibria, maior fabricante de celulose de fibra curta do mundo, anunciou nesta quinta-feira, 14/05, a primeira expansão de sua produção desde a criação da companhia, em 2009.

Fruto da união entre Aracruz e VCP, a Fibria trabalhou por mais de cinco anos na redução de seu endividamento. Agora, volta a aumentar sua produção com a expansão da unidade de Três Lagoas (MS), que ganhará capacidade adicional de 1,75 milhão de toneladas de celulose. O investimento será de R$ 7,7 bilhões. A decisão relativa à expansão veio pouco mais de um ano depois de a Fibria conquistar o grau de investimento da agência de classificação de risco Fitch.

A empresa, que chegou a ter endividamento superior a 5 vezes sua geração de caixa (medida pelo Ebitda - lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações), conseguiu reduzir essa proporção à metade após uma série de medidas de cortes de custos. A estratégia incluiu a venda de ativos industriais e florestais. A melhoria dos indicadores foi percebida pelo mercado financeiro.

Nos últimos 12 meses, o papel da companhia quase dobrou de valor na BM&FBovespa. Hoje, a ação da Fibria fechou a R$ 43,39. A empresa encerrou 2014 no azul, com lucro de R$ 163 milhões. No entanto, a fabricante de celulose teve prejuízo de R$ 566 milhões no primeiro trimestre, por causa do efeito da alta do dólar em sua dívida internacional.
 
Com a capacidade adicional da extensão da linha de produção de Três Lagoas, a ser concluída em três anos, a Fibria poderá produzir 7 milhões de toneladas de celulose de eucalipto ao ano, ampliando a distância em relação às concorrentes.

No exterior, a celulose brasileira é usada como matéria-prima para produzir, principalmente, papel higiênico. O financiamento da expansão da fábrica será feita com o caixa da companhia e por uma série de financiamentos com instituições como o Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), agências de crédito à exportação, mercado de capitais e bancos comerciais, informou a empresa em comunicado divulgado na noite de hoje.

No início desta semana, a diretoria da empresa esteve em Nova York apresentando seus números a investidores americanos. Além de ter feito o dever dentro de casa, a decisão do conselho de administração da Fibria em aprovar a expansão em Três Lagoas está relacionada também ao bom ambiente para o produto no mercado externo. "O mercado está bom, melhor do que esperávamos", diz o presidente de uma fábrica concorrente, referindo-se à alta nos preços neste ano. "O problema vai ser equacionar toda essa celulose nova entrando no mercado ao mesmo tempo, em 2018, caso os dois projetos sejam mesmo concluídos."

Fonte: Época Negócios, com informações de O Estado de S. Paulo