Mercado de açúcar tem queda com poucos negócios no físico

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24/03/2014

O mercado internacional de açúcar viveu uma semana de poucos negócios no mercado físico de exportação e encerrou em queda de 10 pontos na bolsa de Nova York. A avaliação foi divulgada neste sábado (22/3) pela Archer Consulting.
Nesta sexta-feira (21/3), o contrato para maio na bolsa americana fechou a US$ 0,1683 por libra-peso, depois de registrar máxima de US$ 0,1703. Para outubro, a cotação fechou US$ 0,1765, com máxima do dia em US$ 0,1781.
Em comentário semanal sobre o mercado, o diretor da consultoria, Arnaldo Corrêa, informou que a baixa da commodity na bolsa se estendeu até os vencimentos para 2015. No entanto, os contratos relacionados à safra 2015/2016 registraram alta, “coincidindo com o período em que o mundo passa a ter um déficit de açúcar”.
Ele ressaltou, no entanto, que o volume de negócios foi pequeno. “A queda pode ter sido alimentada por razões técnicas desvinculadas dos fundamentos, já que os fundos, nessa semana, mesmo com a queda do mercado, aumentaram suas posições compradas para 90.000 contratos (equivalente a 4.57 milhões de toneladas de açúcar equivalente).”
Na avaliação de Arnaldo Corrêa, os fundamentos são de alta para o açúcar. No entanto, neste momento, a fraqueza do mercado físico pode levar a bolsa a testar a cotação de US$ 0,16 por libra.
Rentabilidade
Com relação ao Brasil, o consultor avalia que o cenário é de rentabilidade. Os custos de produção de açúcar são calculados em R$ 35,35 por tonelada. Para o etanol, o custo é estimado em R$ 1,1526 para o anidro e R$ 1,1065 do hidratado posto na usina.
“Anidro continua sendo a melhor rentabilidade e muitas usinas tem antecipado a moagem da safra 2014/2015 para ainda tentar pegar carona nos preços remuneradores. A janela de exportação de etanol para maio/junho/julho também se escancara e a previsão é que cheguemos a 2 bilhões de litros de exportação este ano.”

Fonte: Globo Rural