Minas define licitação para gasoduto próprio

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Imagem: Patrick Moore, SXC Imagem: Patrick Moore, SXC

13/01/2014

O governo de Minas Gerais, em conjunto com Cemig e Gasmig, definiu o processo licitatório para a contratação do projeto técnico do gasoduto. A obra, anunciada no mês passado pelo governador Antonio Anastasia, surgiu devido ao impasse entre os governos paulista e mineiro na tentativa de fazer o gasoduto partindo de Ribeirão Preto (SP) até Uberaba (MG).

O governo de Minas resolveu então fazer um gasoduto próprio e inteiramente estadual, partindo de Betim, na região metropolitana de Belo Horizonte, percorrendo 456 km até chegar a Uberaba, no Triângulo Mineiro. O investimento a ser feito é de US$ 900 milhões (quase R$ 2 bilhões) e ele terá capacidade inicial para transportar 3 milhões m³/dia de gás natural.

A previsão é de que a obra esteja concluída até maio de 2016, prazo alinhado à construção da planta de amônia da Petrobrás, a chamada UFN-V (Unidade de Fertilizantes Nitrogenados). Após a disputa com as cidades paulistas de São Carlos e Ribeirão Preto, Uberaba foi o escolhida para receber a unidade. O problema é que, para funcionar, a fábrica necessita do gás, surgindo aí o impasse.

O prefeito de Uberaba, Paulo Piau, se reuniu nesta semana com o diretor de Distribuição e Comercialização da Cemig, Ricardo Charbel e ainda com o presidente da Gasmig, José Carlos de Mattos. O objetivo foi discutir o gasoduto e, segundo ele, as duas companhias confirmaram que processo licitatório para a contratação do projeto técnico já está definido.

"A elaboração do edital está no fim e o projeto irá definir o traçado da tubulação", afirmou. Assim que for finalizada esta etapa, será aberta a concorrência para o início das obras.

Fonte: O Estado de S.Paulo, por Rene Moreira