Ministério rebate críticas à gasolina e cobra investimento de usinas

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Imagem: Kiril Havezov, SXC Imagem: Kiril Havezov, SXC

21/10/2013

A redução da carga tributária sobre a gasolina pelo governo federal não é a única responsável pela falta de competitividade do etanol, afirmou o diretor do Departamento de Combustíveis Renováveis do Ministério de Minas e Energia, Ricardo de Gusmão Dornelles. ´A tributação total sobre o etanol, hoje, com a desoneração do PIS/Cofins, é menor do que a tributação total sobre o gasolina em todos Estados. É e sempre foi´, disse nesta segunda-feira, 21, durante a 13ª Conferência Internacional sobre Açúcar e Etanol da Datagro.

Segundo Dornelles, os custos de produção ainda não trouxeram competitividade ao etanol e o setor não investe em novas unidades, o que contribui para que o biocombustível seja menos atraente para o consumidor do que a gasolina. ´E é possível investir porque ainda há ativos depreciados disponíveis para fusões e aquisições´, acrescentou. De acordo com dados do ministério, atualmente o barril de etanol custa US$ 111, enquanto o valor do barril da gasolina em refinarias do País é de US$ 93.

Dornelles citou 2013 como o ano da retomada da participação do etanol na matriz energética do País. No entanto, considerou que as metas exigidas pelo mercado de etanol são muito onerosas à sociedade, uma vez que um possível aumento do preço da gasolina tem impacto direto sobre a inflação. ´É vital para o País que esse setor cresça, mas esse crescimento não pode ser a qualquer custo.´

O representante do ministério disse ainda que o governo tem feito sua parte e destacou o aumento da proporção do etanol anidro na gasolina de 20% para 25%, redução do PIS/Cofins e o financiamento público - com estimativa de R$ 6,5 bilhões destinados para ao setor sucroalcooleiro neste ano por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Dornelles encerrou palestra cobrando mais investimentos e aumento de produtividade.

Fonte: Agência Estado