Raízen já produz etanol de 2ª geração no Brasil

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Kym McLeod, SXC Kym McLeod, SXC

22/12/2014

A Raízen concluiu recentemente a construção da sua primeira unidade de etanol celulósico no País. O etanol de segunda geração da companhia será destinado à venda no mercado interno. Localizada em Piracicaba (SP), a planta terá capacidade para gerar 40 milhões de litros de etanol celulósico por ano.

A companhia aposta no biocombustível obtido a partir do bagaço e da palha da cana-de-açúcar. O projeto tem potencial para aumentar em até 50% a produção de etanol da companhia. Segundo a Raízen, R$ 237 milhões foram investidos na nova planta, construída ao lado da unidade do grupo dedicada à produção de etanol de primeira geração.

A proximidade entre as duas unidades confere ganhos logísticos e de custo por reduzir o percurso do transporte da matéria-prima. Desde 2012, a Raízen, em parceria com a Iogen Corporation, empresa canadense de biotecnologia, mantém uma planta-teste de etanol celulósico em Ottawa, no Canadá, a fim de adquirir experiência necessária para a primeira unidade comercial da Raízen no Brasil.

Os testes incluíram o envio de mais de mil toneladas de bagaço de cana-de-açúcar ao Canadá para o aprimoramento das técnicas de produção de etanol celulósico. Juntas, Raízen e Iogen Corporation são acionistas da Iogen Energy, joint venture 50% / 50%, detentora da tecnologia de processo da biomassa para produção do etanol de segunda geração.

“Com o aprendizado adquirido durante os testes no Canadá, a Raízen acredita no potencial do etanol celulósico para atender a demanda crescente por biocombustíveis”, afirma o vice-presidente de etanol, açúcar e bioenergia da Raízen, Pedro Mizutani. As enzimas que atuam na conversão do material celulósico em açúcar (uma das etapas do processo de fabricação do etanol) são fornecidas pela Novozymes, parceira da Raízen no fornecimento e aprimoramento da tecnologia enzimática.

Além da primeira unidade em Piracicaba, a Raízen planeja a construção de mais sete plantas de etanol celulósico até 2024, todas próximas a unidades de produção de primeira geração já existentes. A expectativa é que, operando com capacidade máxima, elas produzam 1 bilhão de litros de etanol.

Fonte: Automotive Business