Risco de racionamento de energia está descartado em 2015

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04/05/2015

O presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Mauricio Tolmasquim, afirmou hoje que está descartado qualquer risco de ser implementado um racionamento de energia em 2015. O atual nível dos reservatórios no final do chamado período úmido, que termina hoje, é suficiente para garantir o abastecimento de energia no período seco, até outubro, desde que o nível de afluência seja de, no mínimo, 70% da média histórica para o período.

"Aconteceu o que estávamos esperando. O nível que chegamos nos permite passar o período seco mesmo que a afluência seja 30% abaixo da média histórica. Este é um nível de segurança razoável", afirmou Tolmasquim.

Qualquer número mais favorável do que este permitiria ao sistema elétrico nacional chegar a novembro com um pelo menos 10% de capacidade de água armazenada em reservatórios. Este é considerado o nível mínimo para que o sistema elétrico nacional consiga operar.

Tolmasquim destacou que a segurança de abastecimento durante o período seco não vem apenas do volume de chuvas neste início de ano. O aumento da oferta de geração, as temperaturas mais amenas, a redução da atividade econômica e a redução do consumo em função de campanhas de conscientização também ajudaram. O Operador Nacional do Sistema (ONS) elétrica acredita que a carga em 2015 deverá ficar próxima da estabilidade, quando comparada ao ano passado.

A EPE projetou, em um primeiro momento, que a demanda por energia em 2015 cresceria 3,2%. Esse número foi revisado e a atual projeção indica uma queda de 0,5% no consumo.

Tarifas
Tolmasquim sinalizou hoje que a trajetória ascendente da energia comercializada nos últimos leilões de energia nova não deve ser analisada como uma indicação de que os próximos leilões trarão sempre condições mais favoráveis aos geradores. Segundo ele, a alta dos preços reflete uma combinação de fatores, sobretudo a desvalorização do real ante o dólar. Caso a moeda brasileira se valorize novamente, portanto, os preços da energia poderiam voltar a cair.

A variação cambial ajudou a mitigar uma eventual queda no custo de geração de térmicas abastecidas com gás natural, por exemplo, a despeito da retração do preço internacional do gás e do petróleo nos últimos meses. Outros dois fatores que contribuíram para a elevação dos preços, segundo Tolmasquim, foram as mudanças nas condições de financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a taxa de retorno garantida ao investidor, esta mais elevada de forma a atrair os investidores.

Fonte: Udop, com informações de O Estado de S.Paulo (escrita por André Magnabosco)