Senador de SC pede apoio à indústria têxtil do país

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Imagem: Jean Carneiro, SXC Imagem: Jean Carneiro, SXC

17/06/2013

O senador Luiz Henrique (SC) pediu mais atenção para a indústria têxtil e de confecções. Para ele, o segmento necessita de apoio para atender à crescente demanda e atingir o nível de competitividade necessário frente aos produtos estrangeiros.

Ele informou que a Frente Parlamentar em Defesa da Indústria Têxtil e de Confecções, da qual é coordenador, realizará reunião no Congresso Nacional para debater o atual cenário, desafios, perspectivas e demandas do setor.

O setor têxtil e de confecções reúne 30 mil empresas no país, de médio, pequeno portes, empregando diretamente 1,7 milhão de pessoas. Desse contingente, salientou o parlamentar, 80% é composto por mulheres.

O setor gera ainda cerca de outros 4 milhões de empregos indiretos, disse Luiz Henrique, movimentando uma cadeia produtiva de 8 milhões de pessoas, incluindo setores como o comércio e a publicidade.

- Essa indústria tem importância fundamental em todo o mundo e no Brasil. É uma indústria intensiva de mão de obra que movimenta toda a economia – disse o senador.

Apesar da pujança do setor, informou Luiz Henrique, o Brasil participa com meros 0,5% do mercado global que, em 2010, consumiu mais de 80 milhões de toneladas de fibras sintéticas e naturais.

O senador lamentou que o faturamento da cadeia têxtil venha "caindo preocupantemente" no Brasil nos últimos anos, com queda de 11% entre 2011 e 2012. Ao mesmo tempo, acrescentou, as importações desses produtos vêm aumentando.

Luiz Henrique citou como fatores do "drama da indústria têxtil" brasileira a alta carga fiscal, as oscilações do câmbio, os juros altos, os gargalos da infraestrutura e o baixo investimento nacional em ciência, tecnologia e inovação. Entretanto, pontuou o senador, o principal fator é a concorrência de produtos estrangeiros mais baratos, muitas vezes subsidiados "fora das regras" da Organização Mundial do Comércio (COM), além das bilionárias compras de turistas brasileiros em outros países, principalmente nos Estados Unidos.

Fonte: Agência Senado