Setor sucroalcooleiro critica subsídio à gasolina e defende política para o etanol

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Imagem: Anderson Carvalho, SXC Imagem: Anderson Carvalho, SXC

24/06/2013

Empresários e representantes do setor sucroalcooleiro do País defenderam, nesta segunda-feira (24), o estabelecimento de políticas estratégicas para o mercado de etanol no País e criticaram a política de subsídios à gasolina, durante evento sobre o tema ocorrido em São Paulo.

O presidente do conselho de administração da Cosan, Rubens Ometto, afirmou que o “artificialismo destrói a competitividade” do etanol, criando uma “demanda desnecessária” pela gasolina e uma “competitividade irracional” entre os produtores de etanol. “Qualquer recurso que qualquer empresa tenta manter foram destruídos pelo subsídio”, reclamou o empresário.

Para a diretora executiva da União da Indústria da Cana de Açúcar (Unica), Elizabeth Farinas, “ainda que o setor seja competitivo, é difícil ser competitivo com um preço que não se altera, enquanto todos os outros preços se alteram”.

Ela ressaltou que os subsídios à gasolina também aumentam a defasagem de preços com o custo do combustível no mercado internacional. “Há um tempo o preço interno da gasolina se descola do preço de importação”, coloca.

Incentivos

O ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues disse que o “alinhamento do preço da gasolina com o preço do etanol” seria uma das políticas públicas para incentivar o setor sucroalcooleiro. “O setor está descoberto de políticas públicas”, afirmou.

Ele defendeu também a criação de uma secretaria de agroenergia para “vender” o etanol brasileiro no mercado externo.

Farinas, da Unica, ressaltou que as externalidades positivas do consumo de etanol – no caso, a baixa emissão de gases de efeito estufa – “têm que ser reconhecidas por políticas públicas”.

A representante das indústrias do setor alertou ainda para as novas descobertas de pré-sal e de xisto. “Tínhamos um horizonte de vida do combustível fóssil, e conforme aumentava a escassez, aumentava o preço. Mas, com as descobertas das reservas de combustível fóssil do pré-sal e de xisto, se estendeu o horizonte de uso desses combustíveis e caiu o preço. Então vamos ter mais tempo e vai ser mais barato usar energia com gases de efeito estufa”, ponderou.

Fonte: DCI, por Camila Souza Ramos