Suzano vende 6,1% mais papel e celulose no 1º trimestre

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Kostya Kisleyko, SXC Kostya Kisleyko, SXC

19/05/2014

A Suzano Papel e Celulose comercializou 754 mil toneladas de papéis e celulose no primeiro trimestre de 2014, o que representa uma expansão de 6,1% em relação ao mesmo período do ano anterior. Na comparação com o quarto trimestre de 2013, esta prejudicada pela sazonalidade das vendas do setor, houve retração de 17,6%, conforme dados divulgados nesta segunda-feira, 12, pela companhia.

O resultado na comparação anualizada foi impulsionado pelas vendas de papéis, com uma alta de 7,2% e um total de 289 mil toneladas comercializadas. Na comparação com o quarto trimestre do ano passado, contudo, o segmento apresentou queda de 23,9%.

Já as vendas de celulose de mercado, que totalizaram 465 mil toneladas entre janeiro e março, tiveram expansão de 5,4% sobre o mesmo intervalo de 2013. Na comparação com o final do ano passado, o indicador encolheu 13,1%.

Produção

A Suzano produziu 923 mil toneladas de papéis e celulose no primeiro trimestre deste ano, das quais 602 mil toneladas de celulose de mercado e 321 mil toneladas de papéis. A produção de celulose de mercado, vendida a terceiros, cresceu 35,6% na comparação anualizada em função do início das operações da fábrica de Imperatriz (MA), em dezembro passado. A produção de papel, por sua vez, encolheu 0,8% em igual base comparativa.

Na comparação com o quarto trimestre do ano passado, a produção de celulose cresceu 24,5% e a de papel teve queda de 3,9%. Vale destacar que a produção do primeiro trimestre foi afetada pela realização da parada programada para manutenção na linha 2 da unidade Mucuri, na Bahia.

O cronograma apresentado pela Suzano prevê paradas para manutenção nas unidades de Suzano (SP) no segundo trimestre, nas linhas 1 de Mucuri e na unidade Maranhão no terceiro trimestre e na unidade Limeira no quarto trimestre.

A alavancagem da Suzano Papel e Celulose, medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda ajustado, caiu de 5,2 vezes no quarto trimestre do ano passado para 4,8 vezes no fechamento do primeiro trimestre deste ano. A variação decorre principalmente do aumento de 49,6% do Ebitda ajustado entre janeiro e março, na comparação com o mesmo período do ano passado, para R$ 489 milhões.

A dívida bruta encolheu 0,9% entre dezembro e março, para R$ 12,761 bilhões. O volume de recursos em caixa, por sua vez, encolheu 7,9%, para R$ 3,397 bilhões. Com isso, a dívida líquida cresceu 1,9%, de R$ 9,187 bilhões em dezembro para R$ 9,364 bilhões no fechamento de março.

A queda do volume de recursos em caixa já era esperada, uma vez que a companhia ainda está honrando compromissos relacionados à construção de uma fábrica de celulose em Imperatriz. No decorrer do primeiro trimestre, a Suzano investiu R$ 686,2 milhões, dos quais R$ 484,2 milhões em projetos de manutenção e modernização de ativos.

Segundo material divulgado nesta manhã pela Suzano, a companhia desembolsou no primeiro trimestre "grande parte do capex remanescente do projeto Maranhão". A companhia também informou que o saldo a desembolsar da linha de crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) referente ao projeto Maranhão é de aproximadamente R$ 370 milhões.

Endividamento

A maior parte da dívida bruta da Suzano, ou 55,6%, continua atrelada a vencimentos em moeda estrangeira. Em março, a dívida bruta era composta por 91,6% de vencimentos no longo prazo e 8,4% no curto prazo. O prazo médio da dívida consolidada no encerramento do trimestre era de 4,2 anos, levemente abaixo dos 4,5 anos registrados em dezembro de 2013.

O custo médio da dívida da Suzano em reais estava em 9,7% ao ano, uma expansão de 0,5 ponto porcentual na comparação com o quarto trimestre do ano passado. Em dólar, o indicador se manteve estável em 4,8% ao ano. (André Magnabosco - [email protected]estadao.com)

Fonte: Agência Estado