Uso de térmicas em 2013 vai fazer conta de luz aumentar 1,5% em 2014

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Imagem: Robert Linder, SXC Imagem: Robert Linder, SXC

13/01/2014

O verão de temperaturas elevadas fez o consumo de energia bater recorde com mais ar-condicionados e ventiladores ligados. O governo já está fazendo as contas porque os estoques das hidrelétricas estão em baixa e vem aumento na conta de luz.
 
Os  consumidores vão começar a pagar, neste ano, a conta pelo uso das usinas termelétricas em 2013. Segundo o governo, o aumento nas faturas vai ser de aproximadamente 1,5%, além do ajuste anual previsto pelas concessionárias.
 
O nível dos reservatórios na região Nordeste ainda está baixo. O acúmulo de água nas hidrelétricas da região está em 37,25%. Já no Sudeste e Centro-Oeste, está em 42,65%, na região Norte, 51,97%. A região Sul é que tem mais água armazenada: os reservatórios estão com 59,2% da capacidade.
 
A escassez de chuvas na média de todo o ano foi o principal motivo da queda nos reservatórios, de acordo com o Operador Nacional do Sistema. A energia gerada nas usinas térmicas é mais cara que a das hidrelétricas. A conta para manter essas usinas ligadas chegou a quase R$ 10 bilhões no ano passado.
 
De acordo com a Agência Nacional de Energia Elétrica, se esse custo fosse todo repassado para o consumidor, ia gerar um aumento extra na conta de luz de 9,5% este ano, em média. Isso fora o reajuste que ainda vai ser calculado para cada uma das concessionárias do país e que leva em consideração outros custos.
 
De acordo com o diretor geral da agência, os consumidores não vão pagar de uma vez os 9,5% referentes aos gastos com as térmicas. “Ao longo desses cinco anos vai implicar em um incremento na tarifa de algo em torno de 1,6%”, afirmou André Nóbrega.
 
O uso de energia térmica vem aumentando no país. Em 2011, ela representava só 8% do total. Em 2012, subiu para 15% e no ano passado, 20% da energia gerada foi de termelétricas. Apesar disso, o governo está otimista e acredita que vai usar menos energia térmica este ano.
 
O especialista Nivalde de Castro diz que, apesar de caro, o uso das termelétricas é uma alternativa para evitar o racionamento de energia. “Ano passado não choveu, você aciona termoelétrica, é uma energia mais cara. Mas a energia mais cara de todas é aquela que você não tem”, explica.
 
A geração de energia térmica neste mês de janeiro está em nove mil megawatts. No mesmo período do ano passado foi de 13 mil megawatts, o que, segundo o governo, sinaliza que o uso desse tipo de energia deve ser menor este ano.

Fonte: G1